Dando um tempo

Gente, vou dar um tempo desse blog. Já há meses acho que ele perdeu a minha cara, ou eu mudei, sei lá; simplesmente não tenho me identificado com ele.

Pode ser que ainda surja alguma postagem por aqui, de humor ou imagens fantásticas.

Qdo vencer o domínio, não sei se vou renovar, então quem quiser acessar vai ter que usar o endereço do blogger, anotem aí: http://lucia-inthesky.blogspot.com

Continuo Lucia in the sky, mas agora em outra plataforma, ainda meio sem forma, mas devagar vou ajeitando: http://lucinha.tumblr.com/

Também vou continuar com minhas participações no Bem Casadas e no Cristão da Universal.

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Bjins :-*
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22 junho 2010

Homem contrai dívidas para estudar doença do filho, mas Justiça evita despejo em Curitiba

Isso é justiça! Orgulho de ser Curitibana!!


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Uma decisão inédita da Justiça reverteu verba do fundo pecuniário --dinheiro recolhido de condenações judiciais-- para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por falta de pagamento.

A história --que lembra a do filme "Óleo de Lorenzo" (George Miller, 1982)-- aconteceu em Curitiba (PR). O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor Giovani Thomaz Guidi, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2.

"A doença começou a se manifestar quando ele tinha quatro anos. Nenhum médico no Brasil conseguiu fazer o diagnóstico. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires com minha família, onde diagnosticaram a Gangliosidose. Quando eu retornei para o Brasil, um médico me disse que não tinha o que fazer", afirmou Guidi à Folha.

O engenheiro, inconformado com a resposta, começou a estudar a doença na biblioteca da faculdade de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná). "A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, que funciona como um antídoto de veneno de cobra, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha", explicou o pai, que encontrou a fórmula de um medicamento para o filho em 2001.

Para alcançar esse resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil dólares (cerca de R$ 149 mil atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa. "Tudo saiu do meu bolso, não pude mais pagar nada e minha casa foi a leilão", afirmou.

O processo da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início na Justiça no dia 30 de março de 2001. Depois de vários recursos, o caso caiu nas mãos --abençoadas, segundo o pai-- da juíza federal Anne Karina Costa, 39, da Vara do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba (PR).

"O caso já estava tramitando em julgado e íamos fazer a liquidação, de acordo com a decisão judicial. Caso ele não pagasse o valor acordado, ele teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, após a representante da Caixa propor um acordo, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho dele. Falei para juntar toda a documentação e iniciar uma campanha para arrecadar dinheiro", afirmou a juíza.

O banco reduziu a dívida de Guidi de R$ 119.500 para R$ 48.500. Mesmo assim, ele não tinha possibilidade de pagar. "A única renda que eu tenho, vem do trabalho que faço quando dá tempo, na oficina mecânica que eu montei na minha casa", disse o engenheiro.

Mãe de três filhos, sensibilizada com a história de Guidi, Anne --que já foi juíza da Vara Criminal-- lembrou do fundo que a Justiça mantém com as penas pecuniárias. "Fiz uma solicitação para a juíza da 1ª Vara Criminal, Sandra Regina Soares, que é responsável pelo fundo, e para o Ministério Público Federal. O dinheiro arrecadado com as penas vão para entidades assistenciais, eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto", afirmou a juíza.

Decisão inédita

Em uma decisão, que pelo conhecimento de Anne é inédita no Brasil, o Ministério Público e a Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi com a Caixa. A audiência final foi no dia 13 de novembro de 2009. "O que eu fiz foi algo que estava dentro da minha possibilidade. Eu me coloquei no lugar dele e ele optou pelo filho. Não teria como exigir dele outra atitude. Além disso, se retirássemos a casa, acabaríamos também com a única fonte de renda dele", disse a juíza.

Maria Teresa Maffia, 51, conciliadora da Caixa que atuou no caso, também diz que nunca ouviu falar de uma decisão como essa. "A Caixa é uma instituição financeira e nós fizemos tudo o que poderia ser feito, de acordo com o contrato dele. Na última audiência, todos nós ficamos muito emocionados. Nós não sabíamos dessa possibilidade de encaminhar o caso de uma pessoa física como um projeto", disse.

A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. "Foi uma decisão judicial que abre precedentes para outros casos. Espero que as instituições, um dia, possam perdoar a dívida em casos excepcionais como esse".

Guidi cuida do filho sozinho, há três anos ele se separou da mulher. "Ela ficou mais doente que meu filho e eu não percebi. Até hoje ela não saiu da depressão. Se eu pudesse voltar atrás, teria agido de outra forma, mas, na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.





Hoje, o engenheiro auxilia duas outras crianças que têm a mesma doença do Vitor, 21. "Com a enzima produzida na farmácia de manipulação e com a alimentação que eu pesquisei e preparo para meu filho todos os dias, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída como antes".Vitor só caminha com auxílio, por isso usa uma cadeira de rodas. Ele frequenta a escola de educação especial 29 de Março, onde Guidi é tesoureiro e voluntário.






Para Guidi, sua história é uma "grande obra de Deus". "Eu sempre soube que não ia perder minha casa. Foi Deus quem colocou a juíza Anne e a Teresa da Caixa na minha vida. Se eu fosse para a rua, ninguém cuidaria do meu filho".
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29 março 2010

Dance Mob no Aniversário de Curitiba 2010 - 317 anos

"Não sou gato de Ipanema, sou bicho do Paraná"

Hoje é aniversário de Curitiba. 317 anos. Eu nasci e cresci aqui. Além de curitibana, sou curitiboca, um verdadeiro bicho do Paraná. Amo o frio, o vento, os "costelões 24h", as araucárias, os parques, as comidinhas de boteco, adoro passear pela cidade sem falar com ninguém e não conhecer meus vizinhos direito. São coisas que só que é daqui entende, como o pavor de aranha marrom. Os paranaenses, principalmente os Curitibanos, têm fama de “bicho-do-mato” por serem considerados antipáticos e chatos. A verdade é que somos muito exigentes, inclusive muitas empresas testam seus produtos por aqui antes de lançarem no mercado, para testarem o índice de aceitação – se o Curitibano aprovar o sucesso é garantido. Esse ano tivemos, como já é tradicional, a festa organizada pela prefeitura da cidade. Mas uma novidade foi implantada e no maior estilo "tonight is gonna be a good night":


Dançarinos "invadem" Boca Maldita para homenagear Curitiba


Uma homenagem diferente e inusitada agitou a Boca Maldita na manhã deste sábado (27), durante o evento programado para a comemoração do aniversário da cidade. Ao som do parabéns, executado com uma batida eletrônica, um grupo de dançarinos interrompeu o show da banda Big Time, que se apresentava no palco e invadiu a rua com uma coreografia preparada especialmente para o aniversário de Curitiba.

A performance, batizada de Dance Mob, foi organizada pela Prefeitura Municipal e durou aproximadamente cinco minutos. Contou com a participação de cerca de 50 dançarinos voluntários, que foram prestar a homenagem à cidade que completa 317 anos nesta segunda-feira. A coreografia foi elaborada pelo bailarino Carlos Cavalcanti, e James Pedrozo, da Jamute Áudio, criou a versão do parabéns usando o Stomp como referência.

O DVD com a coreografia e o CD com a música foram distribuídos às academias e grupos de dança que aderiram a ideia e tiveram duas semanas para aprender os passos. Entre os voluntários estavam bailarinos profissionais, dançarinos de jazz, de dança do ventre, dança de salão e de grupos de dança da Prefeitura, além de profissionais de outras áreas, como professores, artistas e interessados em participar da ação.

Para acertar os detalhes, dois ensaios gerais foram realizados com todos os participantes que conseguiram surpreender o público presente no evento. "A ideia era homenagear a cidade com alguma coisa diferente, que integrasse as festas programadas e foi realmente uma surpresa inusitada", diz Heloisa Guernieri, uma das organizadoras da ação. Pricca Rizzo, da Stoss Cia de Dança, disse ter ficado impressionada com a reação do público. "Foi maravilhoso ver vários grupos de dança participando juntos e como a ação contagiou as pessoas, com o público tentando acompanhar o ritmo e a coreografia". Prefeitura de Curitiba

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